PKD

"DOENÇA RENAL POLICÍSTICA"

  Doença genética que afeta mais comumente gatos Persas e aparentados e outras raças de pêlos longos ou gatos SRD de pêlos longos em geral.
  A PKD é uma doença autossômica dominante, ou seja, não está ligada ao sexo e é transmitida de pais para filhos sem intervalos de gerações.
A doença pode ser uni ou bilateralmente, sendo que a presença de cistos em somente um rim não caracteriza a doença.
  Os gatos acometidos de policistos podem morrer de insuficiência renal crônica, desde quando pequenos ( 8 semanas de idade ) até com idades mais avançadas, dependendo da época em que os sinais clínicos aparecerem.
  Estes sinais são os mesmos da insuficiência renal em humanos: diminuição da quantidade de urina, perda de peso, inapetência e letargia.
  A PKD por ser uma doença dominante é relativamente de fácil detecção em exames.Ultra Sonografias ( US ) já não são mais método diagnóstico de eleição, pois micro cistos podem não ser visualizados pelo monitor e com isso oferecer um Falso Negativo, ou seja, este reprodutor estará gerando filhotes portanto a mutação gênica e você pensando que ele é saudável, quando na realidade ele é portador da doença, embora ainda não tenha manifestado os sintomas clínicos da doença.
  Hoje, podemos contar com o Diagnóstico Molecular para PKD Felina, feito por DNA, onde através de um mapeamento gênico podemos garantir a ausência desta mutação nos animais saudáveis, podendo ser realizado em bebês com 3 semanas de vida apenas, portando não há necessidade de se esperar ate os 10 meses de vida do animal para se saber se ele está comprometido.
  Você pode testar seu gatinho nos seguintes Laboratórios:

  Os gatos positivos para a doença não devem se reproduzir e precisam ser castrados para que se evite a transmissão para os futuros filhotes, evitando-se assim que a doença se perpetue na espécie causando grande sofrimento ao animal e seu dono.


  Um gato PKD+ se cruzar com uma fêmea PKD-, seus filhotes terão 50% de probabilidade de serem positivos.
  O gato Persa atingido por PKD deve ser considerado como sendo portador de uma doença hereditária, progressiva e letal.

  Portanto não adquira um gato Persa sem exigir do criador, uma comprovação do exame por DNA, que seus pais são negativos para a doença ( quando se tratar de filhotes ) ou o próprio laudo diagnóstico quando se tratar de gatos adultos ), pois você poderá não vê-los se tornarem adultos.

  Texto elaborado pela Dra. Sonia Soares
  Gatil SpazioFellini
  www.spaziofellini.com.br

  

  PIF

  É uma doença viral imunomediada que, com poucas exceções, é fatal dentro de poucas semanas.
  É causada por um Coronavírus, VPIF, que muitos especialistas consideram uma mutação
in vivo do Coronavírus  entérico felino, CEF, amplamente disseminado e levemente patogênico.
  A PIF é hoje considerada a principal causa infecciosa de mortes em gatos.
  O vírus é relativamente instável no ambiente, mas pode permanecer infecciosos por até 7 semanas no interior de matéria orgânica seca ou em superfícies secas.
Muitos gatos são infectados, eliminam o vírus por um ou dois meses, adquirem uma boa resposta imunitária a eles, e vivem normalmente, sem jamais apresentar sinais clínicos  da doença.
  Este é um dos motivos pelo qual, a doença é de difícil diagnóstico, pois num plantel com vários animais, um ou alguns deles podem estar transmitindo aos demais que supostamente estejam saudáveis, e não se pode perceber esta contaminação em massa.
  Ao mesmo tempo, anticorpos produzidos contra o vírus podem provocar a doença, em vez de conferir imunidade.
  Existe relato de influência genética na sensibilidade A PIF.
  O termo peritonite, significa inflamação da membrana denominada peritônio, que reveste a cavidade abdominal, mas na realidade o que ocorre é uma inflamação de vasos sanguíneos que acabam por danificar os órgãos por eles alimentados: rins, fígado, linfonodos viscerais, intestinos, pulmões, olhos e cérebro.
Existem duas formas de manifestação da doença: a forma úmida e a forma seca.
  A forma úmida, também conhecida como efusiva, é a mais comum e também a mais grave.   Os vasos sanguíneos são altamente danificados e há acúmulo de líquidos no abdome e no tórax, conhecidas com ascite. Quando os vasos sanguíneos do tórax são afetados, dá-se um acúmulo de líquidos no peito que impedem os pulmões de se expandirem dificultando a função respiratória.
  A forma seca, não efusiva, causa as mesmas lesões aos órgãos, mas não há extravasamento de líquidos.
  Esta é a forma mais crônica da doença. O gato normalmente tem sintomas mais vagos, como inapetência com perda de peso decorrente, febre refratária e pelagem com pouco brilho e por vezes icterícia e mucosas pálidas no geral. Em alguns casos aparecem marcas no olho, geralmente em volta da íris, promovendo um contorno acastanhado.
Podem ocorre sangramentos dentro do olho, ou o aparecimento de depósitos brancos na córnea.
  A PIF é de difícil diagnóstico também, por apresentar sinais clínicos semelhantes a outras doenças.
 O diagnóstico normalmente só é possível
pos mortem, ou ocasionalmente através de biópsias feitas por laparoscopia e se realizada em presença de inflamações piogranulomatosas.
Infelizmente não existe tratamento comprovadamente bem sucedido para PIF. Uma fez confirmada, ou diante de evidência considerável, a eutanásia é o procedimento indicado, pois o sofrimento do animal é intenso e deprimente para proprietários e médicos veterinários.  



 Texto elaborado pela Dra. Sonia Soares
 Gatil SpazioFellini

 www.spaziofellini.com.br